Pois é, mais uma vez o futebol "soberbo" europeu, esbarra no empenho e na raça sulamericana. Desta vez o destemido colorado, fez o papel de Davi, do antigo mito bíblico, enfrentando o brilhantismo catalão, do Golias Ronaldinho!
Os primeiros 10 minutos de jogo, deram a nítida impressão da vantagem técnica do Barcelona, com um Ronaldinho esboçando uma certa vontade de se redimir com a torcida gremista. Mas não adiantou!
O Barcelona não criava, era inoperado pelo competente Internacional, que muito bem orientado por Abel, anulava Ronaldinho e Cia.. Gudhonsen teve uma boa chance de cabeça, juntamente com outros chute de Gio Bronkhorst foram os lances de perigo do 1º Tempo.
O 2º Tempo começou morno, com cautela o Barcelona não sonhava que o jogo seria duro, já o Inter, criticado pela péssima partida contra o Al Ahly, era sagaz, marcava e não dava espaços. Soube segurar as "investidas" do Barcelona até os 35 do etapa complementar, porque depois de um rápido contra ataque, e de Iarley, o dono do jogo, colocar o crucificado Gabiru de frente para Valdéz, o Inter abria o placar no Estádio de Yokohama, 1x0, suado, difícil e merecido.
Depois de mais 10 minutos de sofrimento, e vejam, sem nenhuma falha de Clemer, o Inter sagrava-se campeão do mundo!
É mesmo, eu estava na Av. Goethe, sem dormir, no meio de 50 mil pessoas, torci apenas!
Torci por gratidão à parte de sua torcida que nos apoiou ano passado, sem entrar no mérito, acredito que a vitória colorada é a vitória do futebol brasileiro, que mesmo com dirigentes amadores, mostra a força de sempre, sem os "craques". Mérito também do planejamento a longo prazo do Internacional, principalmente por causa da bela gestão administrativa que existe por lá.
Mais uma vez parabéns Inter e ao grande elenco colorado, porém, ano que vem se Deus quiser o meu tricolor será tetra! rs
Abraços,
Glauco Bittencourt, que torceu pelo Inter por gratidão, não por paixão!